A exposição das íntimas entranhas permite-nos à rebelião; à pura arte; à expressão cálida.
Viemos, nós, de um mundo paradoxo, onde a arte vive e a arquitetura surge do pó.
Editado bimestralmente desde 2011, o jornal do Viver AU busca relatar as atividades de extensão desenvolvidas pelo grupo. Neste ano, o lançamento do jornal conta com novidades: além dos exemplares que são distribuídos à comunidade acadêmica, teremos exemplares no estande da UFFS na Feira Construir, em Erechim, e a versão digital do mesmo, que está aqui no blog, no Facebook, e aparecerá no site da UFFS.
A revisão dos textos foi feita pela acadêmica Sheila Andrade; a edição e diagramação é de responsabilidade do acadêmico Luan Zanette, ambos integrantes do Viver AU.
A
criatividade é, a princípio, vista como uma atividade não estruturada, pois ela
varia em torno de milhares de pensamentos e ideias até encontrar-se o que
realmente se deseja. Muitas vezes, pode ser um processo longo e cansativo, mas
que não deve ser abandonado, vigorando a persistência.
O
processo de criação inicia-se a partir do que se tem: dos materiais, das
formas, dos desejos. Encaixando um ao outro, distribuindo-os e alternando-os,
podemos encontrar resultados surpreendentes em algo que antes não carregava
nenhuma expectativa.
É
isso que a banda OK Go faz: traz-nos uma inovação em clipes musicais utilizando
materiais alternativos para dar ritmo às suas composições. OK Go é uma banda
norte-americana de rock alternativo que deve sua fama principalmente a estes
vídeos peculiares que produzem:
No dia 20 de abril, alguns membros do grupo Viver AU reuniram-se no Castelinho, patrimônio cultural da cidade de Erechim, para dar início a mais uma atividade do Projeto Muros. A convite da Secretaria do Meio Ambiente de Erechim, o grupo vai pintar os muros que cercam os fundos do terreno do Castelinho.
Castelinho. Imagem: Site da Prefeitura Municipal de Erechim.
Nesse primeiro encontro, foram fotografados os muros e houve uma discussão a respeito do local e do objetivo da intervenção, bem como foram indicadas referências, e foi feito um levantamento
dos materiais necessários.
Muros dos fundos do Castelinho. Imagens: Franciele Bervian.
Foi consenso do grupo
que tal atividade será um novo desafio, pois a maior parte dos muros está sem
reboco e o objetivo da intervenção exige um grau maior de detalhamento na
pintura, mas isso também dá novas diretrizes às pinturas e aos temas que poderão
ser lá executados.
Espaço de convivência no Jardim. Imagens: Franciele Bervian.
O local é usado como
trilha decorada em datas festivas - Natal e Páscoa - e conta com elementos
tais quais uma estufa de vidro, um espelho d’água e um variado paisagismo.
Como referência, estão sendo estudadas as artes muralistas de Smithson, de Christo, de Anish Kapoor, d'Os Gêmeos, de Rosas Klaiass, de Burle Marx e de Le Corbusier, além de variadas obras de Land Art.
Nos últimos encontros, o Grupo Viver AU tem assistido e comentado a bela arte da bailarina e coreógrafa brasileira, Deborah Colker, e sua companhia de dança.
Deborah sempre buscou atividades diversas: cursou psicologia, foi jogadora de vôlei e estudou piano por 10 anos. A partir de 1980, passou a dançar, a coreografar e a dar aulas, durante oito anos, no grupo Coringa.
Em 1994, Monique Gardemberg assistiu à performance de um de seus alunos no Panorama da Dança, no Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu a Companhia de Dança Deborah Colker.
Com seu desempenho, a companhia conseguiu um excelente patrocínio, possibilitando um grande impulso. A companhia visitou diversos países conquistando fama e muitos prêmios com os espetáculos Vulcão (1994), Velox (1995), Mix (1996), Rota (1997), Casa (1999), 4 Por 4 (2002), Nó (2005), em parceria com a Autostadt, Dínamo (2006), Cruel (2008) e seu mais recente trabalho, Tatyana (2011).
Em 2009, Déborah passou a dirigir um espetáculo no Cirque Du Soleil, chamado Ovo.
O que mais chama a atenção em seus espetáculos são os elementos cênicos sabiamente escolhidos, sendo muitas vezes simples, mas capazes de trazer ao público grande inquietação.
A indiscutível elegância da dança é um espetáculo a parte. É inevitável o encantamento e o desejo de estar na plateia quando se assiste a um vídeo com pequenos trechos de sua arte.
Agora a comunidade erechinense tem novas opções de lazer e cultura nas tardes de sábado. Há, na UFFS, o Programa Sinestésicos e o Ciclo de Debates Cinema e Sociedade que realizam eventos abertos à comunidade acadêmica, bem como à comunidade externa.
Neste sábado, 14 de março, o Ciclo de Debates Cinema e Sociedade apresentará o filme "Terra para Rose" (Tetê Moraes, Brasil, 1987, 87min.). Segundo informação dada pelo Professor Fábio Feltrin, coordenador do Projeto, ao jornal Boa Vista em 14 de março de 2012, “Este Ciclo pretende ser não só um espaço de formação e ampliação do capital cultural da comunidade acadêmica e externa em geral como, principalmente, possibilitar um aprofundamento daqueles conteúdos a partir do cinema, este importante objeto cultural do mundo contemporâneo”. Esse evento ocorrerá na sala de reuniões do Seminário Nossa Senhora de Fátima, a partir das 14h.
Cartaz do filme. Fonte: Google Imagens.
Ainda neste sábado, o Programa Sinestésicos realizará o "Partilhando Leituras - Livros, Parte I", onde haverá uma discussão sobre o livro "A Caverna", de José Saramago. Os debatedores serão os professores Eloi Fabian e o bibliotecário Cristiano Carvalho e o mediador será o professor Gerson Fraga. O evento ocorrerá das 16h às 18h30min, na Universidade Federal da Fronteira Sul, no Seminário Nossa Senhora de Fátima.
Cartaz de divulgação do evento do Sinestésicos. Fonte: Página do Programa no Facebook.
É importante que a comunidade participe desses eventos afim de haver uma troca cultural entre comunidade acadêmica e comunidade externa. Tais eventos proporcionam aos espectadores uma ótima oportunidade para aumentar sua bagagem cultural.
Através do blog e de sua página noFacebook, o Grupo Viver AU divulga seus trabalhos a toda a comunidade acadêmica e também a leitores de todo o país.
Tal divulgação de suas atividades chamou a atenção de um estudante do Centro Federal De Educação Tecnológica de Minas Gerais, Marcelo Fonseca Pinto, que, após conhecer este blog e gostar dos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo Viver AU, enviou um presente ao grupo: o acadêmico reproduziu e recriou em grafite, no papel, uma imagem do Projeto Muros em Paulo Bento divulgada no blog:
Desenho feito por Marcelo.
Tal reconhecimento do trabalho desenvolvido alegra e motiva o Grupo a continuar seus estudos e a levar a arte pública à comunidade!
Na Campanha de Páscoa 2012 foram arrecadados diversos tipos de doces e dinheiro dedicados à confecção de cestas de Páscoa. O grupo discutiu e fez várias experimentações até decidir qual seria o modelo adotado para as cestas a serem entregues às crianças. Foram dois encontros dedicados à confecção destas cestas.
Imagens: Murad Jorge Mussi Vaz.
A entrega aconteceu no dia 03 de abril. Neste ano, quem recebeu as doações foi a instituição "Recriando a Vida", localizada no Bairro Presidente Vargas, em Erechim. A instituição cuida de 43 crianças no turno oposto ao seu horário escolar, de modo que essas tenham um local onde possam ocupar seu tempo a interagir com outras da sua faixa etária desenvolvendo atividades educativas organizadas pelas colaboradoras da instituição.
O Grupo Viver AU teve uma conversa com as crianças a respeito do que é uma universidade e de qual é o papel do arquiteto na sociedade, de modo a estimular as crianças a terem planos futuros relacionados a uma universidade.
Imagem: Rafael Kalinoski.
As cestas confeccionadas pelo Grupo foram entregues à direção da instituição que as entregará às crianças na quinta-feira.
O mais importante de tudo isso é o grupo poder ver no sorriso das crianças o sucesso de seu trabalho, afinal, como em outras atividades, a comunidade externa também beneficia-se com os projetos.
Segundo a acadêmica Camila Laurett, integrante do Viver AU, a intenção do grupo com esse trabalho foi relembrar o real sentido da Páscoa, que é o amor que um dia foi-nos entregue por Jesus. Ela ressalta que, com carinho e amor, é que esse projeto foi realizado, afim de fazer mais crianças felizes.